22
fev
2010

Estrela da Manhã com Paul Reynish, CEO de marketing do Subway para mercados internacionais

por

admin

Você não pode perder o primeiro Estrela da Manhã de 2010. Paul Reynish, CEO de Marketing para mercados internacionais do Subway,  vem a Curitiba falar sobre o tema: torne-se grande pensando pequeno, o caminho para se tornar a número 1 do mundo do fast-food. Você poderá descobrir alguns dos segredos da receita de sucesso do Subway.

Evento com tradução simultânea. Garanta desde já o seu convite.

Data: 5 de março;
Local: Hotel Bourbon, Rua Cândido Lopes, 102;
Horário: das 8h às 9h30;

Informações:  41 3085-3124 ou secretaria@advbpr.com.br.

subway

 

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19
fev
2010

Cooperação & competitividade

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Eloi Zanetti

Quanto mais as pessoas se ajudam, mais a comunidade prospera.

Antropólogos calculam em aproximadamente doze mil anos o tempo em que nós, humanos, começamos a nos reunir de forma social, em tribos, para melhor sobreviver neste perigoso planeta chamado Terra.

Dizem também que, na natureza, os seres vivos, animais e vegetais que mais chances têm de sobrevivência a longo prazo, são aqueles que mais cooperam entre si, sendo ou não da mesma espécie. E que esta busca pela ajuda mútua torna-os mais aptos na escala evolutiva.

A mãe-natureza, como toda boa progenitora, está sempre tentando nos ensinar alguma coisa, é só prestar atenção. Algumas vezes, nos dá recados de forma escancarada como nos recentes casos do aquecimento global, enchentes e deslizamentos, outras, de forma mais sutil - se organizar de forma cooperada é um deles.

A cooperação entre os humanos é antiga, somos conscientes de que esta é a melhor forma de se trabalhar, mas, como em todas as atividades entre os homens, sempre aparecem aqueles que tentam sabotar ou se aproveitar do sistema. E, mesmo nas cooperativas comerciais que mantêm empenho incessante para que o sagrado conceito da ajuda mútua cale fundo entre seus participantes, existem dificuldades para mantê-los na linha. Volta e meia, aparecem aqueles que ainda não entenderam bem o sistema e reclamam das suas obrigações. Cooperativas médicas sofrem para fazer seus cooperados entenderem que participam de uma força conjunta da qual fazem parte e não de uma empresa que tenta explorá-los. Esquecem de que é a união de todos que cria a força motriz dos negócios e que ao término do exercício fiscal a sobra é distribuída entre os cooperados.

O conceito cooperativista nasceu por iniciativa de um grupo de 28 tecelões em Rochdale, Manchester, Inglaterra, em 1844, e chamava-se “Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale”. No Brasil, o sistema se iniciou em 1847 quando o médico francês Jean Maurice Faivre inaugurou a Colônia Teresa Cristina, com inspiração nos ideais humanistas, junto com outros colonos europeus no Paraná. No entanto, dá-se o crédito do nascimento da primeira cooperativa brasileira quando, em 1902, um grupo de 19 pessoas aprovou o estatuto da Sparkasse Amstad - Caixa de Economia e Empréstimos, também conhecida como Caixa Rural - origem da atual Sicredi, em Nova Petrópolis - RS.

Hoje, o sistema cooperativista brasileiro soma 7.682 cooperativas, quase oito milhões de cooperados, representando 13 importantes setores da economia - das gigantescas agrícolas aos taxistas. Exportaram em 2008 US$ 4 bilhões, faturaram R$ 85 bilhões, representam 6% do PIB e empregam 250 mil pessoas diretamente.

Voltando à natureza, são os nossos genes egoístas que ditam as regras do jogo e disto não temos escape; ajudamos e participamos porque vemos vantagens na cooperação. Modelo atávico que funciona ao mesmo tempo de forma contraditória, ora como fator de empenho, ora pondo resistência às nossas ações. A empresa moderna luta de forma competitiva fora de casa e, simultaneamente, pede cooperação entre os seus funcionários. Fazer um departamento colaborar com o outro é um dos maiores desafios dos gestores modernos. Especialistas em comunicação interna se desdobram no eterno trabalho de catequese para que todos entendam o sistema ao qual pertencem. “Sem cooperação não há salvação - me ajude que eu faço sozinho.” - diz um amigo.

Para melhor entender o sistema cooperativo, recomendo não a leitura dos livros do setor, mas os trabalhos sobre a teoria dos “comuns” da Dra. Elinor Ostrom, primeira mulher a receber um Prêmio Nobel de Economia, e o livro “As Origens da Virtude” de Matt Ridley.

Eloi Zanetti - especialista em marketing, comunicação corporativa e escritor
www.eloizanetti.com.br
eloi@eloizanetti.com.br

 

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17
fev
2010

A cabeça de Steve Jobs colocada na mesa

por

admin

O especialista em marketing e escritor Eloi Zanetti elaborou um verdadeiro curso livre sobre marketing, design, administração, comportamento e desenvolvimento de produtos. Trata-se da leitura e discussão do livro ‘A cabeça de Steve Jobs’ - o fundador da Apple. Duas vezes por semana, nas quartas e quintas-feiras, durante três semanas, do mês de março o grupo vai se reunir das 19h às 22 horas para ler e estudar detalhadamente o livro.

O coordenador, que estudou o livro, orienta a leitura ajuda nos debates sobre os assuntos levantados pela obra. Os participantes não necessitam pertencer a uma mesma categoria profissional, nem ter nível cultural ou faixa etária determinadas. As diferenças entre os leitores estimulam o grupo e traz belas surpresas. A leitura comentada entre profissionais de áreas diversas permite uma rica troca de experiências e cria reflexões importantes para a carreira de todos. Indicado para os que trabalham com tecnologia da informação, web, desenvolvimento de produtos, marketing, publicidade, design e administração.

O autor descreve os princípios que Jobs utiliza para criar, lançar produtos e administrar sua empresa. Detalha como são criados os produtos na Apple e os cuidados que cercam seus lançamentos e negociações.

Por falta de tempo e costume o brasileiro lê muito pouco. O sistema dos grupos de leitura de livros profissionais funciona como um curso livre sobre determinado assunto, preenche as lacunas da educação formal e potencializa os conhecimentos sobre os assuntos tratados. É uma maneira de se manter atualizado sobre o que acontece à nossa volta.

Eloi Zanetti é profissional de marketing e comunicação corporativa, palestrante e consultor de empresas. Ex-diretor de Comunicação do Bamerindus e de Marketing de O Boticário. Já realizou vários grupos de leitura na sede da ABRH-PR – com os livros de Baltasar Gracián, Saturno dos Trópicos, de Moacyr Scliar e grupos de Contadores de Histórias. No Clube de Criação do Paraná, realizou a leitura de Os Criadores, de Paul Johnson – quando foi lido o livro e ao mesmo tempo foram estudados os processos do pensar criativo. Escritor com sete livros publicados.

Para informações e inscrições acesse:  http://www.eloizanetti.com.br/stevejobs/stevejobs.html

 

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12
fev
2010

O Gestor de Pessoas

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Rebecca Rafart de Seras Hoffmann

Num mundo que valoriza equipamentos, benfeitorias e tecnologia, falar em investir em seres humanos pode parecer reduzi-los à qualidade de objeto. Não é assim, contudo, que se entende o investimento na Gestão de Pessoas. É certo que investir em gente dá retorno positivo à empresa. Contudo, também desenvolve os indivíduos - e lhes permite fazer escolhas que não fariam se não tivessem participado de um processo de evolução junto à organização a que se vinculam.

O inicio da implantação de um modelo de gestão de pessoas deve considerar o perfil dos profissionais que formarão essa área, uma vez que sua atuação será fundamental para o sucesso do modelo. Tais integrantes devem possuir uma visão macro do negócio da organização, para poder conectá-lo à atuação individual de cada colaborador.

Essa visão sistêmica faz com que os objetivos organizacionais sejam atendidos com mais eficiência. É necessário conhecer também gestão de mudança, já que o grupo pode, por vezes, sentir-se ameaçado pela simples implantação de políticas novas de benefícios, por exemplo.

O gestor deve também possuir habilidades interpessoais, já que será o facilitador de muitos processos organizacionais. Assim sendo, a área de Gestão de Pessoas deve ter, além de competências técnicas para operacionalizar suas responsabilidades, as competências comportamentais necessárias. É muito comum que o gestor também sirva como mediador de conflitos e que seja chamado a definir papéis, posições e estratégias de solução de problemas gerados por condições hierárquicas, políticas de remuneração e até por embates de convivência cotidiana.

Entre as atividades de gestão destacam-se, portanto as funções de atrair, administrar, recompensar, desenvolver, manter e monitorar pessoas, como ensina Chiavenato. O profissional em Gestão de Pessoas é, acima de tudo, uma pessoa em quem confiar. Suas atitudes devem ser inequívocas e coerentes, a fim de cimentar as difíceis e escorregadias relações conflituosas – a eventual dubiedade de atos do gestor de pessoas pode desmoronar as bases de confiança em que os colaboradores colocam a sua própria vida profissional.

Os processos de gestão devem, ainda, ser realizados com foco na estratégia da organização – e cada empresa possui suas peculiaridades nesse sentido, daí a necessidade de conviver amplamente com os demais setores. Uma gestão de desempenho por competências é um modelo com grandes resultados. Essa é a moderna abordagem da área, que desenvolve as competências individuais. Estas, por conseqüência, acabam por se aderir às competências estratégicas da organização – é o individual formando o coletivo, mais forte, mais coeso e mais eficaz.

Rebecca Rafart de Seras Hoffmann
Administradora
rebeccahoffmann@hotmail.com

 

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05
fev
2010

Café de Negócios

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Eloi Zanetti

Por questões de agenda, conforto e praticidade, tenho trocado alguns “almoços de negócios” por “cafés de negócios.” É simples: marco reuniões em boas padarias, ao final da tarde, para conversar com meus clientes e parceiros sobre projetos, vendas e andamento de trabalhos. Hoje, existem bons estabelecimentos onde se pode sentar, ficar à vontade e pedir variados tipos de sanduíches, sucos e doces. A minha escolha é sempre a velha média com misto frio. Na saída, ainda compro o francesinho para levar para casa. Com isso, ganho tempo e faço a refeição da noite mais cedo.

O ambiente familiar e informal das padarias deixa as pessoas mais espontâneas e, em consequência, as conversas correm mais soltas. Nada de pedidos demorados, complicações com cardápio e exibições de “enochatos” na escolha de vinhos.

É claro que faço isto com pessoas com quem tenho intimidade e que conhecem meu estilo. Não costumo convidar clientes novos ou muito formais para reuniões em padarias. Mas acredito que, se os convidasse, muitos adorariam.

O ex-prefeito de Curitiba, Jaime Lerner, saía todas as manhãs para vistoriar obras e, antes de chegar à Prefeitura, passava por uma padaria de bairro onde, com o motorista e algum auxiliar, tomava café com pão e manteiga. Fazendo isso, por gosto e conveniência, aproveitava para conversar com populares e ouvir diretamente dos interessados sobre as necessidades do bairro.

O conceito de padaria mudou muito nos últimos tempos, algumas se transformaram em verdadeiros centros de negócios e, conforme a cidade, abrigam diferentes tipos de atividades: cafeteria, pizzaria, revistaria, loja de conveniência, pequenos restaurantes, têm acessibilidade para web, estacionamento com manobristas e funcionamento 24 horas. Se duvidar, vendem até pãozinho francês. E este, aos poucos, perde seu posto de carro-chefe de vendas e de principal atração. Hoje, existem pães com ervas, grãos, multimisturas e étnicos para todos os gostos: italianos, alemães, portugueses, indianos, árabes, argentinos e até australianos. É a globalização tomando conta do sacrossanto lugar de se comprar pão.
No entanto, mesmo em padarias, bares e botequins existem procedimentos ritualísticos sobre o trato de negócios à mesa. A experiência recomenda escolher um estabelecimento de fácil acesso e com estacionamento, além de ser pontual e não se esquecer de levar cartões de visitas, bloco de anotações e canetas. Devemos também preferir ambientes que permitam privacidade para que a conversa se desenrole à vontade - as mesas devem guardar distância umas das outras, para que a nossa a conversa não seja ouvida por estranhos - em negócios, sigilo é fundamental.

Nas reuniões onde os interlocutores não se conhecem bem, a conversa precisa esquentar um pouco, antes de entrar no assunto principal. Nestas ocasiões, conversa-se sobre tudo: família, futebol, esportes, hobbies, empresas e um pouco de si mesmo. O clima de sondagem mútua é necessário como introdução ao objeto da reunião e, uma vez dentro dele, é melhor ouvir mais do que falar. Por mais ansioso que se esteja para fechar um negócio, cuidado com o excesso na exposição dos motivos, pois poderá perder o senso de timing, entregar o ouro antes do tempo, lembrar ao outro sobre a concorrência e soltar informações desnecessárias. E, em se tratando de valores, siga o conselho árabe: não seja você o primeiro a falar de preços.

Ainda não existem livros sobre “etiqueta nos negócios à mesa de padarias”, mas alguns cuidados básicos e regras de boas maneiras devem ser tomados. Não é por estarmos em um ambiente informal que podemos relaxar no trato social. Percebe-se se uma pessoa é educada ou não pela sua maneira de se comportar à mesa. Já vi candidatos a altos cargos serem refutados e algumas carreiras estacionarem porque seus protagonistas não sabiam se comportar com dignidade em reuniões à mesa.

E lembre-se: a palavra “companheiro” é originária de “cum panis” - aquele que reparte o pão.

Eloi Zanetti - especialista em marlketing e comunicação corporativa, palestrante e escritor
www.eloizanetti.com.br
eloi@eloizanetti.com.br

 

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