21
mar
2011

Parceria: a estratégia do futuro

por

Bernt Entschev

Ao falar em estratégia de negócios, pensamos em como chegar mais facilmente a nossa clientela, como cativá-los e fidelizá-los para que nossa carteira de clientes esteja sempre gorda e saudável. Existem várias formas de fazer isso, criando táticas específicas de abordagens de acordo com as características de cada segmento. Porém, há uma situação que considero pertinente a qualquer tipo de negócio, seja ele formal ou informal. Refiro-me às parcerias, medida cada vez mais aderida por corporações de todos os segmentos. Afinal de contas, desde que nascemos nos acostumamos a exercer sociedades de vários tipos, com nossos irmãos, colegas de classe, pais, etc. Quando crescemos, viramos parceiros dos nossos amigos de faculdade, começamos a pensar em casamento e tornamo-nos cúmplices de nossos colegas de trabalho. Por que não, então, tornar nossa empresa parceira de outras companhias?

Existem vários tipos de acordos que envolvem duas empresas no que diz respeito à forma com que uma poderá ajudar a outra na geração de negócios. Mas algumas características são consideradas fundamentais para o sucesso de uma parceria. Uma delas, diria que a principal, é a complementação que uma deve gerar a outra. E isso é muito óbvio, afinal, uma empresa não precisa se unir à outra se as duas oferecerem a mesma coisa, pois isso caracterizaria uma fusão e não uma parceria. Esse tipo de sociedade é feita para que um lado possa suprir os gaps do outro. A ideia é compartilhar experiências e trazer o conhecimento de fora para dentro, ampliando as chances de chegar e agradar os clientes.

Em minha empresa, por exemplo, somos totalmente a favor desse tipo de sociedade. Afinal, como diz o ditado, “a união faz a força” e reconhecemos que a empresa consegue ter uma melhor visibilidade se nos aliarmos a bons nomes, assim como nossos parceiros compartilham dessa ideia, julgando-nos merecedores do mesmo voto de confiança. Aliás, confiança é uma das palavras que melhor define a relação que deve ser cultivada entre empresas parceiras. Afinal, como permitir que uma empresa com pessoas diferentes, culturas organizacionais distintas e visão e valores díspares da sua, utilize o seu nome para gerar negócios? Isso só é possível a partir do momento em que ficam claras quais são as regras da sociedade. Sim, trata-se de uma sociedade e ambas as partes precisam ter direitos e deveres, de forma em que as duas empresas poderão gozar de resultados positivos.

Já pensou em como seria infinitamente melhor se você pudesse oferecer a seus clientes mais benefícios, mesmo que sua empresa não seja detentora de todos eles. Por exemplo, uma companhia aérea que possui programas de milhagens, poderia oferecer também a seus clientes como bônus uma hospedagem mais barata, caso seja parceira de uma grande rede hoteleira. Em contrapartida, o inverso poderia ocorrer da mesma forma.

Pare um pouco agora, e pense em qual é a sua ocupação. Pense um pouquinho na empresa em que você trabalha também. De que forma você poderia se aliar a outra empresa ou a outro profissional para melhorar o serviço que você presta e deixar seus clientes mais satisfeitos? Melhor ainda, qual parceria você poderia firmar a fim de beneficiar seus próprios funcionários? Mas, lembre-se, esse tipo de sociedade é uma troca. Você pensa nos benefícios que terá, mas precisa também pensar nos benefícios que proverá.

É como num casamento. Marido e mulher precisam ter ideais alinhados, objetivos comuns e condutas semelhantes. A partir do momento em que alguma dessas questões estiver em descompasso, o casamento poderá correr sérios riscos de não vingar. Inclusive, ainda comparando com um casamento, a fidelidade é umas das questões que devem ser pesadas e levadas em consideração ao firmar uma parceria. Tudo precisa ser claro, com as cartas na mesa. Todos os funcionários envolvidos na sociedade precisam entender as cláusulas que a regem e tê-las sempre na ponta da língua, para evitar que traições, mesmo que não intencionais, sejam cometidas.

No mais, se você tem alguma empresa parceira, aproveite muito. Há várias formas de usufruir da parceria, fortalecendo conhecimentos, experiências e, inclusive, vínculos de amizade.

 

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22
fev
2011

Vislumbrando novas oportunidades

por

Bernt Entschev

Quem lida com profissionais que atuam em atividades mais operacionais ou funcionários jovens demais, vai entender perfeitamente o assunto de hoje. Infelizmente, é muito comum encontrarmos colaboradores que parecem trabalhar única e exclusivamente para se sustentar. Pessoas assim, normalmente, não possuem muitas aspirações, e encaram seus trabalhos como obrigações chatas que devem ser cumpridas diariamente através de um esforço altamente doloroso. Ora, trabalhar não deve ser um castigo, mas sim um prazer. Podemos observar, inclusive, que as pessoas mais bem sucedidas das organizações fazem seus trabalhos com gosto e não medem esforços para criar e desenvolver mais e mais habilidades.

Sinto-me desassossegado quanto observo profissionais desempenhando suas funções, pesarosos. Alguns, inclusive, não entendem que ao entrar numa organização, ficam à disposição dela, tendo que cumprir atividades que, às vezes, não estão previstas. Aliás, esses profissionais têm uma curiosa mania de soltar frasezinhas do tipo “não sou pago para fazer isso”, “se eu tiver que trabalhar até mais tarde hoje, vou querer receber por isso” ou “imagine se vou trabalhar domingo!”. Não quero, com esses exemplos, ater-me aos direitos do trabalhador ou discutir aqui questões como banco de horas, horas extras ou qualquer outra coisa do gênero. Tento, na verdade, abrir os olhos dessas pessoas para as oportunidades que eles podem ter nas mãos.

Ora, se você está em uma empresa desempenhando qualquer função, independente de qual seja, não há porque acreditar que não é possível você crescer ali dentro. Quantos casos conhecemos de office boys que viraram grandes empresários? Pois, sem dúvidas, esses foram jovens que não pensaram duas vezes em aproveitar cada oportunidade que apareceu. Certamente trabalharam mais do que deveriam, abdicaram de noites de sono e esqueceram seus sábados e domingos em função de seus patrões.

Infelizmente, porém, alguns desses profissionais, diria que a maioria deles, não conseguem enxergar a infinidade de oportunidades que surgem à sua frente e se negam a desempenhar novos papeis. São, normalmente, pessoas altamente interesseiras que esperam receber uma bonificação por qualquer atividade que fuja do escopo de suas funções. Quando são solicitadas para um job rotation para cobrir as férias de um colega, por exemplo, não percebem que ali poderão conhecer e desenvolver uma nova habilidade, ampliando suas capacidades e mostrando ao restante da empresa que podem ser multidisciplinares.

Conheço inúmeras situações de pessoas que estavam estagnadas em seus cargos há muito tempo e que, após precisarem desempenhar funções diferentes das de costume, descobriram novas aptidões.

Aliás, preciso chamar atenção para uma questão que sempre insisto muito, mas que é fundamental para qualquer pessoa que queira ampliar seus horizontes profissionais. É preciso ter ambições saudáveis, saber exatamente aonde se quer chegar. É como se fosse um norteador. Brinco que se seu objetivo é ir à Fortaleza e você está em Curitiba, não há porque, ao longo de sua jornada, descer para Florianópolis. Isso poderá lhe render até novos conhecimentos, porém pouco contribuirá para a chegada em seu destino.

Quem possui esse norteador, geralmente enxerga as solicitações que lhes são feitas como oportunidades para chegar lá. Por menor que seja a tarefa, eles conseguem tirar delas aprendizados que contribuirão para sua subida. E, o que é mais curioso, são pessoas mais felizes que às demais. Dificilmente, encontramos esse tipo de pessoa reclamando do trabalho. Para elas, acordar para trabalhar é uma atividade corriqueira, e não um esforço insuportável de se fazer. São mais bem relacionados com os colegas, desenvolvem atividades extracurriculares e possuem o dom da generosidade. Há exceções? Sim, claro. Mas, observe, a maioria dessas pessoas são assim.

Por isso, mude sua forma de agir e encontre um propósito de vida. Ninguém passa por aqui para apenas ser mais um, mas sim para fazer a diferença, nem que seja na vida das pessoas que o rodeiam, apenas. Pense nisso!

 

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20
dez
2010

Vista-se adequadamente

por

Bernt Entschev

A chegada do verão é um dos acontecimentos mais esperados pela maioria dos brasileiros. E não é para menos, pois como já dizia o cantor, moramos em um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. E é justamente com esse astral e esse orgulho de ser brasileiro que, ao chegar próximo da estação mais esperada do ano, despimo-nos da seriedade do inverno e do peso de mais um ano de trabalho. Curioso como que até nisso o Brasil tem sorte, pois o fim do ano, época de festas, descansos e comemorações, coincide com as altas temperaturas das estações mais gostosas do ano. Mas, é justamente nessa época que alguns profissionais cometem muitos erros quando o assunto é vestuário.

Afinal, convenhamos, no inverno as pessoas andam mais elegantes. Os homens não sofrem tanto por terem que usar terno e gravata, tons escuros e sapatos com meias. As mulheres, por sua vez, abusam de casacos elegantes, cachecois, botas, maquiagem e assessórios que dão muito mais charme a elas. Já no verão, a coisa muda de figura. Nós homens, pobres de nós, sofremos com o nó da gravata. Terno, então, é quase uma tortura. E, mesmo assim, as maiores pecadoras são as mulheres que, seduzidas por essa época tão “pra cima”, caem na tentação de deixar várias partes do corpo à mostra.

É muito comum, nessa época, elas abusarem de saias, alcinhas, sandálias de todos os tipos e cabelos esvoaçantes. Não nego, ficam muito bonitas. Porém, chamo a atenção para o bom senso. Não é porque lá fora faz 40º, que elas podem se dar ao direito de vir com as pernas à mostra para o trabalho. Escritório é uma ambiente que requer formalidade, independente do segmento de atuação. Sei que alguns profissionais, os publicitários, por exemplo, optam por trabalhar de uma forma mais despojada. Mas, por mais informal que seja a empresa, todas elas lidam com clientes e é aí que está a formalidade que citei. Afinal, seduzir um cliente com um belo par de pernas não é uma técnica tão ética assim, não é?

Exatamente por isso, sugiro algumas dicas que acredito serem fundamentais para evitar certos pecados na hora de se vestir.

Maquiagem

No ambiente profissional, qualquer coisa em excesso deve ser evitado, inclusive maquiagens e perfumes. Porém, no verão esse cuidado deve ser redobrado. As mulheres não podem descuidar do batom nos lábios, mas prefira tons mais leves. Sombras e blushes podem ser evitados. Já os cabelos devem estar sempre cuidados, mesmo que o calor atrapalhe isso. O mesmo vale para os homens, que devem mantê-los bem cortados e arrumados.

Roupas para eles

Para quem trabalha com terno, tenho uma má notícia: nada o substitui. Torça para que os lugares que você vai estejam sempre com o ar condicionado ligado, caso contrário, infelizmente passará calor. Nos casual day a gravata pode ser dispensada, mas a camisa de manga comprida prevalece. Já para os mais bem aventurados, que podem trabalhar de manga curta, abusem da camisa pólo, que nos deixa elegantes e confortáveis. Nesses dias mais casuais, a calça jeans também é permitida, mas nada de tênis (no máximo um sapatênis) ou bermudas.

Roupas para elas

Para as mulheres eu poderia abrir vários subtítulos para dar conta de falar de tanta variedade. Mas me resumirei a algumas situações mais evidentes. As saias, por exemplo, devem ser, no máximo, logo acima do joelho. Nada de vestidos e saias justas demais e no meio da coxa. Por mais que seu corpo esteja com tudo em cima, passará uma mensagem errada se não souber se vestir de forma adequada. O mesmo vale para decotes e roupas com alças muito finas ou tomara-que-caia, os ombros de fora devem ser evitados. Sandálias com tiras estreitinhas também não são uma boa opção. E, por fim, sugiro que a escolha de cores e estampas seja feita com cautela. Ambiente profissional requer tons mais sóbrios. Estampas espalhafatosas e cores berrantes tendem a ser péssimas opções.

Acredito que devemos sempre lembrar que o respeito dos clientes, fornecedores e colegas de trabalho, vem da forma com que nos portamos diante deles. À medida que não nos importamos com a roupa que vestimos, deixamos que a nossa imagem seja moldada pela imaginação de quem nos vê. Por isso, lembre-se: no trabalho, quanto menos chamar atenção para seu corpo, melhor.

 

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28
out
2010

ADVB-PR anuncia vencedores do Top de Marketing 2010

por

admin

Festa de premiação da 20ª edição do concurso acontece no dia 24 de novembro, na FIEP.

Nove empresas receberão no dia 24 de novembro, no Auditório da FIEP, em Curitiba, o Top de Marketing 2010. O concurso promovido pela ADVB-PR (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil - Seção Paraná) chega à 20ª edição, premiando os principais trabalhos de vendas e marketing desenvolvidos no estado.

Os vencedores deste ano são: General Motors do Brasil (na categoria Veículos e Mercado Automobilístico), Rede Massa (Comunicação), FIEP (Indústria), ParkShoppingBarigüi (Varejo), Estação Business School (Educação e Ensino), Compagas (Serviços), Thá (Mercado Imobiliário), Itaipu (Hotelaria e Turismo) e Sicredi (Mercado Financeiro), que conquistou o bicampeonato na categoria.

Agora, os nove concorrem ao Grand Prix, prêmio dado ao “case” que, na opinião da comissão julgadora, teve a avaliação mais alta entre os vencedores de todas as categorias. O anúncio, aliás, é o momento mais esperado do evento – considerado o “Oscar do marketing paranaense”.

Para o presidente da ADVB-PR, Rodrigo Florenzano, a disputa pelo Grand Prix será bastante acirrada. “O nível dos trabalhos surpreendeu. Foram apresentadas ideias inovadoras e projetos muito consistentes “, destaca. Ele lembra, ainda, que o concurso é auditado pela KPMG.

 

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21
out
2010

Conduta no ambiente profissional

por

Bernt Entschev

Começo, convidando-os para uma reflexão: como as pessoas têm se comportado ao seu lado? É comum os outros se afastarem quando você começa a contar alguma história? Como as pessoas respondem seus e-mails? São concisas demais ou, simplesmente, não respondem? Algumas dessas situações podem ser sinais de que você está, realmente, sendo extremamente chato.

Conversas fora de hora

Concordo que é cansativo trabalhar o tempo inteiro sem se distrair em nenhum momento. E uma das formas de distração que encontramos, durante um dia de trabalho, é conversar com nossos colegas sobre assuntos diversos. Contamos sobre uma festa que fomos ou um acontecimento inusitado. Porém, o cuidado que devemos tomar é sobre a receptividade do nosso interlocutor. Nem sempre as pessoas estão predispostas a ouvir sobre nossos assuntos pessoais. E, mesmo que o ouvinte se interesse pelo assunto que você quer abordar, pode ser que naquele momento ele esteja altamente concentrado e não possa te dar ouvidos. É fundamental saber entender os sinais da pessoa que nos escuta, para sabermos a hora certa de parar e mudar de assunto, ou voltar pra nossa mesa. A dica principal, nesse caso, é tentar manter um diálogo, pois, a partir do momento em que se torna um monólogo, significa que você está incomodando.

E-mails

É extremamente impróprio mandar um milhão de e-mails para a mesma pessoa. Alguns profissionais, na tentativa de se promover como eficientes, encaminham e-mails sobre seus feitos profissionais para várias pessoas. Muitas vezes, o assunto diz respeito a dois ou três colegas, mas esses profissionais copiam todos os chefes e pessoas que possam estar envolvidas de alguma forma, mesmo que remotamente. Tempo é uma das questões mais difíceis de administrar no trabalho. Se atrapalharmos nossos colegas, enchendo-os de mensagens para ler, logo seremos taxados como chatos. E o resultado disso é o descrédito em que caem nossas informações.

Feedbacks sempre negativos

É claro que se um trabalho vem sendo mal executado, a crítica deve ser feita. Porém, chamo atenção para as pessoas que só sabem se manifestar para criticar negativamente o trabalho alheio. Confesso que, na maioria das vezes, essas pessoas têm a intenção de ajudar com a melhoria desses trabalhos. Porém, como elas só aparecem para reclamar, acabam se tornando chatas. Como se elas fossem capazes de se comunicar apenas para dizer coisas negativas. Sugiro a essas pessoas que olhem mais para seu próprio trabalho. Uma coisa é criticar construtivamente, outra bem diferente é criticar por criticar.

Faça você mesmo

Felizmente somos todos diferentes e, por isso, vivemos em ritmos completamente distintos uns dos outros. Uma das principais atribuições de um líder é delegar funções. Porém, tem muita gente que não possui cargos de chefia por ai que só sabem pedir aos outros que façam seus trabalhos por eles. Pessoas que não conseguem desempenhar nenhuma função sem pedir auxílio. Trabalhar em equipe é extremamente importante, porém deixar que todos façam por você é chatíssimo. E o mesmo vale para os chefes, pois, por mais que eles tenham livre arbítrio para delegar atividades, há coisas que eles mesmos deveriam fazer. Nada pior que aquela pessoa que não levanta da mesa nem para pegar as coisas. Aliás, o ditado já dizia que “se quer fazer bem feito, faça você mesmo”.

 

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